Projeto Social da Aliança vislumbra os próximos carnavais

“Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar”, pede a letra de um samba muito conhecido. A exigência da música, composta há mais de 30 anos, é seguida à risca por todos os amantes do samba, afinal, nunca essa cultura tipicamente brasileira esteve sob ameaça, pelo contrário, ela se difundiu e conquistou o mundo. No entanto, é necessário criar condições para que o gênero musical se desenvolva profissionalmente, ainda mais no que se refere à formação das pessoas que trabalham para produzir a grande festa do samba, o carnaval. E é justamente com esse objetivo, levar às crianças a cultura carnavalesca, que a Aliança criou o projeto “Futuro do Samba”.

Desde agosto de 2008, quando a Agremiação resolveu reestruturar o seu projeto social, a quadra da Aliança se tornou num espaço de aprendizado para cerca de 30 crianças. No local, meninos aprendem a tocar algum instrumento de percussão e as meninas recebem aulas de dança. Segundo a diretora cultural e professora de dança da Escola, Valéria Ferreira, o número de alunos ainda é tímido em função da limitação financeira, uma vez que as despesas referentes à compra de materiais e do lanche, oferecido no final de cada aula, são quitadas com recursos próprios.

A diretora cultural explica que o “Futuro do Samba” está à espera da chancela do Ministério da Cultura para poder receber auxílio das leis de incentivo. “No momento em que for aprovado, poderemos ir às empresas a fim de angariar recursos. Acreditamos que em breve teremos o parecer favorável do MinC”. Ela conta que a meta é atender 120 crianças de até 14 anos nas oficinas de dança e percussão, além de outras que serão criadas, como a de artes plásticas e de costura.

Além de formar passistas e ritmistas, o projeto tem como finalidade criar um vínculo com a sociedade. “Queremos trazer as pessoas para dentro da Escola, não apenas na época de carnaval, mas durante o ano inteiro, porque sabemos da necessidade de se estar próximo à sociedade e cumprir com o nosso papel social e cultural”, conclui.

Foto: Aula de percussão.